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ESG no RH: Como alcançar melhores resultados

A sigla ESG tem se tornado cada vez mais comum nas empresas. Ela está mais presente no mercado financeiro e no mundo corporativo, mas já se pode dizer que é uma tendência que veio para ficar. 

A sigla que significa, em inglês, Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança, em tradução para o português) mostra o ganho de destaque das empresas que colocam essas questões em pautas. 

Essa mudança de paradigma já existe a algum tempo, mas chegou com maior peso recentemente no Brasil e vem impulsionando uma crescente conscientização sobre a urgência de se tratar demandas importantes como diversidade e inclusão, mudanças climáticas e segurança do consumidor, entre muitas outras.

Mas o que isso quer dizer na prática? E por que o ESG é tão importante? É o que vamos mostrar neste artigo. Continue com a leitura! 

O que é esse tal de ESG?

O termo se refere aos critérios de análise utilizados em um modelo de investimento que avalia aspectos como sustentabilidade, nível de governança corporativa e impacto social de um determinado negócio.

O ESG é considerado um investimento sustentável, que tem o objetivo de encontrar valor nas empresas, por isso não se limita às tradicionais métricas econômico-financeiras. 

A sigla ESG foi usada em uma publicação de 2004, do Pacto Global da ONU, em parceria com o Banco Mundial, chamada Who Cares Wins. Ela surgiu de uma provocação sobre como integrar fatores sociais, ambientais e de governança no mercado de capitais. 

A UNEP-FI lançou o relatório Freshfield na mesma época, que mostrava a importância da integração de fatores ESG para avaliação financeira. 

Além de envolver práticas mais conscientes e humanas, ESG também pode ser utilizado para avaliar investimentos com critérios de sustentabilidade, responsabilidade social e ambiental, indicando o potencial de perenidade das organizações, invés de observar apenas as análises financeiras.

O ESG também está bastante conectado aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela ONU.

Ambiental (Environmental)

A sigla E é como as empresas se relacionam com o ambiente natural em que atuam e para isso precisam de políticas e capacidade de mitigar o risco ambiental.

Os investimentos que consideram a parte ambiental, olham para as empresas de uma perspectiva que inclui pautas como poluição, desperdício de recursos e preservação. 

Isso significa investir em orientações para melhorar a sustentabilidade em termos ambientais, o que inclui práticas relacionadas a temas como: 

  • Preocupação com mudanças climáticas;
  • Redução de emissão de carbono e gases de efeito estufa;
  • Diminuição da poluição do ar e das águas;
  • Manutenção da biodiversidade;
  • Promoção da eficiência energética;
  • Gestão e redução de resíduos;
  • Preservação das florestas e redução do desmatamento;
  • Atenção à escassez de água e esgotamento de recursos.

Social

Esta área diz respeito ao desempenho das empresas no gerenciamento de suas interações com todos os seus stakeholders e nos espaços onde atua.

O fator social se refere à sustentabilidade social e à forma como as empresas se relacionam com as pessoas que fazem parte do seu ecossistema, como clientes, colaboradores, comunidade, etc. Entre os tópicos referentes a essa categoria estão:

  • Direitos humanos e leis trabalhistas;
  • Condições de trabalho;
  • Relação com os funcionários;
  • Engajamento dos colaboradores
  • Diversidade e inclusão;
  • Equidade de gênero;
  • Relação com as comunidades locais;
  • Saúde e segurança;
  • Satisfação do cliente;
  • Proteção e tratamento de dados.

Governança (Governance)

Já a Governança compreende as políticas e práticas que regulam o modo como a empresa é dirigida, ou seja, diz respeito às questões diversas do conselho de administração e direção executiva, tais como: diversidade, remuneração, ética e combate à corrupção.

Esta área está associada à administração das empresas. Aqui se fala sobre padrões, transparência e gestão de conflitos. Alguns tópicos considerados nesse sentido são:

  • Ética;
  • Estratégia tributária;
  • Remuneração da diretoria;
  • Composição e diversidade do conselho;
  • Política corporativa;
  • Relação com governo.

Esses pontos mostram que os investidores não querem mais correr riscos ambientais, sociais ou de governança com as empresas de sua carteira. Em pouco tempo, as empresas que não aderirem ao ESG ficarão fora das oportunidades de acesso a investimentos.

Por que empresas que adotam o ESG têm melhores resultados?

A importância dos princípios ESG nas empresas tende a crescer. Adotar uma política alinhada traz uma série de impactos positivos para os negócios. Confira três motivos pelos quais as organizações devem priorizar ações nesse sentido.

Mais investimentos

Já é possível observar uma movimentação no mercado financeiro e ver que os investidores estão cada vez mais usando a sua posição de influência para colocar capital em propósitos, e os investimentos ESG são prova disso. 

De acordo com a XP Investimentos, já é possível ver um aumento do fluxo de capital para ativos ou fundos alinhados com a ESG.

Preocupação com os consumidores

A mudança no comportamento dos consumidores, que devem optar cada vez mais pelo consumo consciente, é outro fator que também pressiona a adoção de uma agenda ESG nas empresas. 

Além de pesquisas já mostrarem essa tendência, as novas gerações, como a GenZ, que são mais engajadas no tema, já representam uma boa parte da população mundial e têm grande poder de compra e influência nesse sentido. 

Resultados dos negócios

A Ágora Investimentos realizou um estudo que mostrou que ter um alinhamento com os princípios ESG traz uma série de benefícios para as empresas como:

  • Crescimento da vantagem competitiva
  • Melhora da reputação
  • Aumento da lucratividade
  • Aumento do valuation ao longo do tempo

O relatório revelou, ainda, que os negócios que se importam com as questões ESG tendem a se destacar em suas áreas de atuação e ter um desempenho financeiro melhor do que as concorrentes, atraindo mais investidores.

Qual o impacto do ESG nas empresas?

Os princípios do ESG envolvem ações em várias frentes e por conta disso, precisam de um grande esforço por parte das empresas. 

Mas, antes de sair criando e implementando novas ações, é preciso identificar internamente um senso de propósito, ou seja, que se defina qual é o valor de integrar ESG aos negócios. 

Ao fazer esse levantamento, é preciso analisar também como os fatores abordados na agenda são tratados atualmente na organização e quais as mudanças que precisam ser instauradas para se adequar. 

Sobre as questões de diversidade e inclusão (D&I), a implementação de um programa com ações concretas é um passo crucial para que as empresas se tornem mais diversas e inclusivas e, assim, estejam de acordo com os critérios associados aos pilares social e de governança da sigla ESG.

Como incluir ações de D&I na agenda ESG das empresas?

A diversidade e a inclusão fazem parte dos princípios ESG – estão incluídas nos pilares Social e de Governança. Isso significa que são critérios considerados por investidores que utilizam o modelo para avaliar o impacto de um investimento.

Dessa forma, itens como a formação de equipes diversas, a preocupação com a construção de um ambiente inclusivo e seguro para diferentes grupos, bem como a diversidade em cargos de liderança, a equidade salarial e outras ações nesse sentido fazem parte da análise, e também indicam se as empresas seguem ou não as diretrizes ESG.

Esse alinhamento pode ser avaliado de várias formas: verificar os resultados da gestão de RH e os índices de turnover e retenção de talentos, pode ser alguns deles. 

Além disso, também é possível olhar para os indicadores de diversidade e inclusão, a adoção de programas e o seu impacto, ou até mesmo para o posicionamento das empresas na sua estratégia de comunicação. 

Leia também: Diversidade, equidade e inclusão nas empresas

O impacto do ESG no RH

Sabia que investir em ESG pode trazer benefícios na atração e retenção de talentos e de clientes? 

Entende-se que o alinhamento a propósitos sociais, ambientais e de governança é essencial para a manutenção da competitividade no mercado, ou seja, quando uma marca tem força nas suas entregas, produtos e serviços certificados e comprometimento com causas ESG, ela automaticamente ganha destaque em sua reputação.

Quais ações o RH pode fazer para ter uma empresa ESG?

Como responsável pelos processos de recrutamento e seleção, gestão de pessoas e ações de endomarketing, o RH tem a missão de articular ações e planejamento com as demais equipes da organização.

Isso porque é preciso que não somente a diretoria esteja engajada, mas também as  lideranças, para que se alinhem ao discurso e que todos os colaboradores tenham conhecimento do que está acontecendo. 

O ESG respeita práticas ambientais, sociais e de governança, por isso é necessário que todos na empresa ajam de acordo com isso. E fazer com que todos se engajem é, essencialmente, uma função liderada pelo RH.

Confira algumas ações que podem ser realizadas: 

  • Implementar boas práticas de segurança da informação;
  • Estar em compliance com a LGPD;
  • Uso de sistemas tecnológicos para substituir atividades em papel;
  • Uso de cloud computing;
  • Diversificação de vagas e contratações (gênero, etnia e orientação sexual)
  • Certificações ISO de segurança, GPTW e selos ambientais;
  • Ações de saúde física e mental dos colaboradores.

Todas essas são práticas possíveis e que as empresas podem entender as possibilidades de aplicação de acordo com a sua realidade e a área de RH pode assumir um papel de protagonismo na empresa ao levantar essa bandeira mostrando todos os benefícios que isso pode trazer.

Como o RH pode colocar o ESG em prática

Além de criar novas ações, o RH também pode:

  • Realizar treinamento com os colaboradores, revisão das políticas internas, contratação de profissionais com perfil sustentável e estabelecer um programa de recompensas para os colaboradores que adotam as práticas ESG;
  • Dar direcionamentos aos colaboradores que vão atuar como embaixadores e promotores das práticas ESG na empresa;
  • Mostrar seu posicionamento socioambiental via redes sociais e outros meios.

O RH pode ainda ajudar a empresa na elaboração de um manual ou documento de boas práticas ESG. Esse material pode ser fornecido para todos os colaboradores e para e para as novas contratações durante o processo de integração. Assim, todos têm um direcionamento a seguir de práticas sustentáveis.

Impacto social do recrutamento e seleção?

As empresas têm buscado cada vez mais inovação, e investir em uma pluralidade de talentos é o grande diferencial em um mercado tão competitivo. 

Grandes negócios já estão criando processos seletivos mais inclusivos e diversos, uma vez que o D&I também faz parte das ações da ESG. 

Como ter um processo seletivo mais inclusivo?

Saiba como ter um processo de recrutamento e seleção mais inclusivo: 

Descrição de vagas

A inclusão começa já na descrição das vagas e muitas empresas já estão se adaptando para questões neutras, usando “pessoa desenvolvedora de software” em vez de “desenvolvedor de software”.

Vale lembrar que a validação das descrições pode, e deve, passar por outras pessoas da empresa, não só liderança, bem como também por comitês de diversidade ou grupos que buscam fomentar a inclusão dentro do ambiente de trabalho – eles serão grandes aliados na hora de começar um recrutamento mais inclusivo!

Segundo idioma

De acordo com uma pesquisa da British Concil, somente 5% da população brasileira domina a língua inglesa, portanto, se uma empresa pede o idioma avançado em seu processo seletivo, 95% das pessoas são eliminadas.

Apesar de ser considerada uma língua mundial, e necessária para muitas profissões, repense se o inglês será realmente usado no dia a dia da pessoa que está se candidatando à vaga. 

Tecnologia e inclusão 

A covid-19 acelerou a transformação digital em muitas empresas e diversos processos foram adaptados, como o de recrutamento e seleção.

Como o trabalho remoto virou uma realidade, muitos gestores optaram por abrir processos seletivos em outros estados, longe dos grandes centros. As entrevistas por videoconferência permitiram que grandes talentos fossem contratados em todos os cantos do país.

E o uso de softwares ajudou muito no processo. O TAQE, por exemplo, tem um banco de talentos que conta com mais de 730 mil profissionais triados e certificados, aguardando o match com as vagas. 

Além disso, ele utiliza a inteligência de dados para reduzir o custo e o tempo das contratações, bem como automatizar e centralizar a gestão dos processos seletivos. 

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Saiba mais: 4 ingredientes de uma organização que prosperará na era pós-pandemia

O conceito de ESG veio alertar as empresas sobre um fato: este é o momento de tornar as organizações mais sustentáveis, conscientes, diversas e humanas. 

E com isso, o RH tem um papel fundamental no levantamento dessa pauta nas empresas, promovendo um ambiente de maior segurança psicológica e alinhando o senso de propósito coletivo.

A área de Recursos Humanos precisa ser mais estratégica do que nunca para ajudar a empresa a começar a incorporar as práticas ESG o quanto antes!