fbpx

Empresas adotam o modelo remote-first

Ao mesmo tempo em que encontrar talentos está sendo difícil, os profissionais estão buscando mais liberdade e propósito no trabalho, e, por conta disso, a relação das pessoas com trabalho está mudando de forma acelerada.

Nestes últimos dois anos muitas empresas que nunca tinham pensado em trabalhar remotamente, se viram obrigadas a adotar este modelo de trabalho. E, apesar do Home Office não ser novidade em muitas empresas, especialmente para as de tecnologia, ela foi novidade para muitas organizações, e é aí que entra o remote-first.

Mas o que é o remote-first? 

É um termo usado para definir as empresas que optam pelo trabalho remoto, o que não significa que elas não tenham uma sede ou um escritório – muitas inclusive utilizam de coworkings.  

Setores mais tradicionais como a indústria e o varejo também podem aderir ao estilo, uma vez que o remote-first acaba sendo parte da cultura organizacional da empresa. 

Isso significa que é uma cultura que busca descentralizar tarefas, aprende a recrutar e operar com talentos espalhados pelo Brasil, e muitas vezes até pelo mundo, e  também usa a tecnologia como forma de aproximar os colaboradores.  

E não importa o tipo e o tamanho da empresa, é importante conduzir o processo mais operacional ao mesmo tempo em que conduz atividades que promovam a transformação da mentalidade das pessoas, incluindo a liderança. Isso também vale para as novas formas de trabalho! 

Ter uma operação descentralizada envolve questões práticas, como a adoção de ferramentas digitais para que possa ocorrer a transição do presencial para o online, bem como a adaptação da infraestrutura de rede da empresa e maior investimento em segurança de dados. Mas vale lembrar também que nenhuma estrutura vai funcionar se não tiver pessoas dando suporte a ela. 

Por conta disso, os colaboradores precisam estar sempre informados sobre qualquer mudança e alinhados em relação ao processo para atuarem sobre este novo modelo, o remote-first. 

E este modelo tem diversas vantagens, como: 

Para a empresa

  • economia financeira;
  • retenção de talentos;
  • recrutamento e seleção mais amplo; 
  • aumento de produtividade.

Para o colaborador

  • melhor qualidade de vida;
  • economia financeira e de tempo; 
  • mais autonomia;
  • aumento da satisfação pessoal.

O papel da liderança

Ao optar pelo trabalho remoto a liderança tem um papel fundamental como apoiadora e motivadora deste sistema. Ela deve ser um exemplo, sendo a primeira a adotar as novas práticas.

A liderança tem um grande desafio de equilibrar uma gestão atenciosa, comunicativa e justa para pessoas diferentes locais, afinal de contas os colaboradores estão espalhados por todo o Brasil.

Uma pesquisa feita pela Accenture, apontou que 54% dos entrevistados se preocupam com a possibilidade daqueles que vão escritório e terem um tratamento diferencial na empresa; 31% acreditam que trabalhar de casa por um longo tempo pode impactar negativamente o seu crescimento de carreira; e 31% têm dúvida se o gestor conseguirá enxergar as suas contribuições e entregas mesmo estando longe 

Essa pesquisa serve de alerta para que os líderes fiquem de olho nos que estão perto e os que estão longe, promovendo uma gestão digital, mas humanizada. Ou seja, ele precisa buscar se aproximar, entrosar e engajar todo o time, esteja ele presencial ou remotamente.

Também é importante o líder reforçar a mensagem de que a empresa pode trabalhar dessas duas formas – presencial e remotamente -, e que a equipe também precisa de colaboradores que trabalham bem assim: de forma flexível ou em squads, alinhados ao negócio, sem a necessidade de monitoramento. As pessoas precisam ser remote-first para as coisas funcionarem bem.

Quais empresas podem adotar o remote-first?

Cultura, bem-estar e tecnologia são os três pilares do trabalho remoto. Para saber se a sua empresa pode adotar este modelo de trabalho é preciso avaliar sempre esses três aspectos.

Cultura

Colaboradores são incentivados a terem autonomia? Os líderes têm inteligência operacional para acompanhar o desenvolvimento profissional, engajamento, motivação e a  felicidade dos colaboradores?

Se você respondeu sim para as duas perguntas, o remote-first pode funcionar bem na sua empresa. Entretanto, se você respondeu não para uma delas, isso indica que a sua empresa ainda precisa de alguns ajustes;

A dica é ter uma ferramenta de gestão de pessoas para que tanto o RH, quanto os líderes, possam acompanhar em tempo real dados como engajamento e desempenho dos profissionais. 

Bem-estar

A cultura do remote-first valoriza o bem-estar de todos os colaboradores, não importa onde eles estejam. É necessário tratar os colaboradores que estão à distância como os trataria se estivessem trabalhando presencialmente. 

Se no escritório a empresa busca o bem-estar do seu colaborador, ela deve agir da mesma forma no ambiente remoto. Promova pausas, alongamentos, e aquele momento do cafezinho – até as conversas paralelas podem ser feitas virtualmente. 

Tecnologia

A tecnologia é o que conecta os profissionais que trabalham remotamente, por isso é fundamental escolher ferramentas que facilitem o seu dia a dia. 

Escolha a ferramenta para engajar e reter talentos, disseminar objetivos da empresa e promover o desenvolvimento dos colaboradores. É possível optar por plataformas mais completas e com soluções integradas.

A área de recursos humanos, por exemplo, pode contar com ferramentas de recrutamento e seleção online e que utilizam a inteligência artificial, como o TAQE. Com o uso desse software, é possível reduzir o custo e o tempo das contratações, além de automatizar e centralizar a gestão dos processos seletivos. Experimente o TAQE.  

Tipos de trabalho remoto

Além do remote-first, há outros tipos de trabalho remoto que a empresa pode escolher:  

  • Remote-first – é quando a empresa prioriza o trabalho remoto, mas também permite a atividade presencial;
  • Remote only – é quando a empresa funciona e forma 100% remota. Neste caso, não há a possibilidade de trabalhar em um escritório da empresa;
  • Remote friendly – é quando a empresa adota o trabalho remoto de maneira parcial ou com algumas condições. 

Além disso, há a possibilidade de optar pelo trabalho remoto somente em ocasiões ou datas pré-definidas, e somente para algumas equipes ou funções.  

As boas práticas do modelo remote-first

Para ter uma boa experiência, é preciso levar em consideração alguns pontos como:

Escritório em casa

Muitos colaboradores escolheram um espaço de suas casas para transformar em um escritório. A ideia é que se sintam bem no espaço físico que irão trabalhar. A empresa precisa verificar seus funcionários precisam de algo para realizar as suas atividades de casa como: 

  • equipamentos eletrônicos 
  • fones de ouvido
  • cadeiras
  • mesas
  • rede de internet 

Oriente o colaborador e deixe a câmera sempre aberta nas reuniões de video-chamadas. 

Reuniões periódicas

A troca de conhecimento e informações favorece a integração dos colaboradores, por isso é importante estimular o compartilhamento entre a equipe 

As reuniões não precisam ser férias e formais. Mas é fundamental que as pessoas se sintam à vontade para expressar suas opiniões, conversar sobre qualquer assunto e expor seus desafios e dificuldades.

Também é possível fazer reuniões para dar feedbacks, traçar metas e até mesmo celebrar. Mas lembre-se de não encher as agendas com reuniões que podem ser resolvidas por e-mail! 

Cuidado com a rotina

Apesar de ter horário mais flexível de trabalho, o ideal é sempre manter a rotina. Atividades que já fazem parte do cotidiano podem ser incluídas na agenda para não serem esquecidas, como ler comunicado da empresa, responder pesquisas, dar feedbacks, celebrar conquistas.

Em qualquer tipo de modelo de trabalho, essas são atividades que fazem parte da integração e engajamento, e podem ajudar na produtividade. 

Momento de interação

Importante promover happy hours e outros momentos de interação entre os funcionários. 

Como as pessoas não se encontram presencialmente no escritório todos os dias, estes momentos são importantes, pois fortalece a conexão e  troca de experiências sobre assuntos que não estão relacionados ao trabalho. 

É papel do RH e das lideranças estimular esses encontros virtuais, afinal de contas, a equipe é feita de pessoas que passam grande parte do dia conectadas, e é interessante se conhecerem. 

Um artigo da HBR – Harvard Business Review mostrou que as pessoas precisam de amigos no trabalho e que isso aumenta em 50% a satisfação do colaborador. E o resultado disso, são pessoas mais engajadas com o que trabalham. 

Como foi possível acompanhar, o remote-first é um modelo de trabalho que está ganhando cada vez mais espaço. Empresas que se adaptam a ele terão muito mais vantagens do que outras que optaram pelo 100% presencial.