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Como criar processos que promovem a equidade de gênero

Seja por meio de movimentos sociais ou de reivindicação de direitos, cada vez mais as mulheres estão buscando seu espaço dentro da sociedade e isso tem sido tema de múltiplos debates ao longo dos anos: a equidade de gênero.

Porém, muitos confundem e acham que a equidade é apenas assegurar direitos, mas não é bem assim. O termo usado é equidade e não igualdade. 

A igualdade pressupõe que todos sejam tratados da mesma forma. Já a equidade busca assegurar que as pessoas tenham o que elas precisam, e as mulheres precisam de oportunidades iguais. 

Para entender mais sobre o assunto e descobrir como é possível criar processos seletivos que promovam a equidade de gênero continue com a leitura. 

Afinal o que é equidade de gênero?

A equidade de gênero é quando há um tratamento justo entre homens e mulheres, ou seja, eles são tratados de acordo com as suas necessidades. Equidade já começa no ambiente familiar com os papéis divididos da mesma forma entre todos. 

Nas empresas o debate sobre equidade de gênero precisa se tornar parte da cultura da empresa e pode ser fomentada tanto pelos líderes quanto pelo RH. Mas não basta apenas fazer workshops e palestras: é necessário ir muito mais do que apenas expor um problema!  

Equidade no mercado de trabalho

Atualmente o mercado de trabalho não é muito favorável às mulheres e alguns fatores ampliam essa disparidade entre os gêneros. Entre eles estão: 

  • Salários diferentes – mulheres ganham menos que homens que ocupam o mesmo cargo;
  • Mulheres na liderança – elas são a minoria nos cargos de gestão, como gerência e diretoria;
  • Permanência no cargo – por conta da casa e da família, mas mulheres abrem mão de seus empregos.  

Os números do mercado

Quando levantamos a questão de salário, uma pesquisa realizada pelo IBGE mostrou que as mulheres receberam 77% do salário dos homens no ano de 2019. E se for considerado os salários de cargos de gestão, como gerentes e diretores, essa diferença passa para 61,9%. 

E mesmo ocupando somente 37,4% dos cargos de liderança e recebendo menos, as mulheres continuam tendo mais estudo e assiduidade do que os homens. 

Já uma pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que a metade das mulheres ficam desempregadas (seja por demissão ou por quererem sair do emprego) um ano após terem filhos.

Por que investir na equidade de gênero?

O empoderamento feminino é um dos principais pilares para as mulheres assumirem o protagonismo de suas próprias carreiras. Um salário igualitário e a possibilidade de ocupar cargos de gestão, proporcionam melhor qualidade de vida e mais confiança.

Mas também é preciso reeducar os homens para que eles entendam e reconheçam os direitos das mulheres. É preciso desconstruir a ideia de que a masculinidade é significado de autoridade, direito ao poder e superioridade.

Benefícios da equidade de gênero

Ao ter equidade de gênero na empresa, o primeiro setor que percebe as transformações positivas é o social. E companhia com aprovação social tem mais procura e uma maior retenção de talentos

Além disso, ao falar de diversidade e mostrar o compromisso com a equidade, faz com que a empresa seja mais humana, contribuindo com a comunidade e fomentando as suas causas. 

Estratégias que geram resultado

Entre as ações que a empresa pode implementar estão: 

Ouvir

Antes de criar qualquer política de equidade de gênero na empresa é preciso conhecer os seus colaboradores. Quantas mulheres ocupam posições de liderança na empresa? Quantas mulheres fazem parte do processo seletivo para determinadas vagas? 

Realizar uma pesquisa simples (que pode ser anônima) é o primeiro passo para abrir uma discussão e ter um diagnóstico atualizado de como está a companhia.

Conscientizar

Com o resultado da pesquisa em mãos é hora de criar um plano e colocá-lo em prática.  A conscientização dos colaboradores sobre a equidade de gênero pode ser feita de diversas formas: 

  • comunicados internos 
  • enquetes
  • e-mails
  • informativos

Dialogar

Depois das primeiras iniciativas, a próxima etapa é de conversar com grupos de homens e mulheres com foco no objetivo: eliminar os preconceitos de gênero e promover a equidade. 

E não importa se são grupos pequenos de pessoas. A ideia aqui não é ser algo pontual, uma vez que a efetividade está na consistência e no crescimento contínuo das ações.

Mensurar 

Por não mensurar efetivamente suas iniciativas e mostrar o progresso das ações para a companhia, muitos projetos de diversidade não vão para frente e acabam sendo deixados de lado.  

As métricas de um projeto de equidade de gênero não precisam ser complexas, mas é necessário saber qual é o ponto de partida e onde se quer chegar.

Como aumentar a equidade de gênero nas empresas?

Como comentamos acima, a equidade de gênero não pode ser algo pontual ou falado em palestras e workshop, ela precisa ser algo que faça parte da cultura da empresa, do dia a dia do funcionário. 

Ações de equidade de gênero

A área de RH tem um papel fundamental para garantir a equidade de gênero, seja conversando com a liderança, promovendo a cultura dentro da empresa, e até mesmo na hora de fazer um recrutamento e seleção

Recrutamento e seleção

A empresa já pode buscar pela equidade de gênero no recrutamento e seleção. Seja na busca ativa ou por meio de políticas de ações afirmativas que priorizem as mulheres, o objetivo é sempre buscar a equidade. 

Salários iguais

Se o homem e uma mulher desempenham o mesmo papel em um determinado cargo, por que eles deveriam ter salários diferentes? 

Independente do gênero, a empresa deve ter uma tabela com salários relacionados a cada vaga; e o mesmo se aplica na hora de uma promoção: o gênero não pode ser um critério na hora da decisão.

Ambiente seguro

Além disso, o ambiente de trabalho precisa ser seguro para as mulheres, especialmente para as que desejam ser mães, pois muitas temem uma demissão.

O ambiente seguro também vale quando falamos de assédio. Este tem que ser recebido com tolerância zero e punições efetivas pela empresa.

Com o RH pode ajudar?

Muitas vezes, o RH é a principal ponte entre a gestão e o colaborador. Por isso, a missão dele é ouvir as dores femininas e abrir um canal de comunicação seguro e transparente pode ser o primeiro passo. 

E por ser uma área responsável pela gestão das pessoas, é fundamental que o RH tenha um papel na promoção da equidade de gênero dentro de uma empresa.  

Ter uma política de gestão de diversidade, por exemplo, pode ajudar bastante na equidade de gênero, dois pilares são fundamentais para dar certo: a diversidade e inclusão. 

  • Diversidade: garante a empresa um time com profissionais de diferentes gêneros
  • Inclusão: estimula o acolhimento, a aceitação e respeito entre mulheres e homens

Processos seletivos

Um recrutamento às cegas é ideal para quem busca diversidade. E para esse tipo de seleção, o mais indicado é usar softwares que utilizem a inteligência artificial, como o TAQE. Nele é possível montar o perfil ideal dos candidatos e atribuir pesos a critérios como identidade de gênero. 

É possível ainda utilizar filtros para o critério de seleção, como o gênero. Assim, as pessoas que correspondem ao gênero escolhido avançam para a próxima etapa. Experimente o TAQE!

Além disso, ao abrir uma vaga, o RH precisa se atentar às nomenclaturas. Um teste feito pela Mais Diversidade mostrou que a vaga para a contratação de uma pessoa engenheira de software teve mais candidatas mulheres ao escreverem a profissão no feminino, cerca de 40% a mais. 

São pequenos cuidados na hora de atrair um candidato que podem fazer toda a diferença no processo seletivo e promover muito mais a equidade de gênero na empresa.