fbpx

Empresas e instituições de ensino: uma parceria que dá certo

Não é de hoje que o tema educação e empregabilidade vem sendo discutido pela sociedade. De um lado, alunos que saem da universidade sem uma experiência prática e do outro, empresas que não encontram mão de obra qualificada para suas vagas.

Mas afinal de contas, é possível mudar esse cenário? Não só é possível como ele já é realidade no país! 

Instituições de ensino, como Descomplica, Senac-SP e Anima Educação, mostram que parcerias entre aluno e empresa podem ser muito benéficas para ambas as partes, e que a área de recursos humanos pode ter um papel fundamental. 

Acompanhe a leitura e saiba mais sobre as parcerias entre empresas e instituições de ensino! 

Conhecimento prático na sala de aula 

As empresas querem alunos que tenham certo nível de conhecimento prático quando saem da escola; já as escolas querem conseguir atender 100% da demanda das empresas para que o seu aluno termine os estudos pronto para ser contratado. 

Este pode ser um cenário muito distante da realidade brasileira, mas enquanto isso não acontece, o Descomplica – um ambiente virtual de aprendizagem online que oferece cursos de preparação para cursinhos e graduações – trabalha com projetos personalizados.

Ou seja, quando uma empresa tem uma necessidade específica para que o aluno saia da escola com um grupo de skills, conhecimento e habilidades para ingressar no mercado de trabalho daquela empresa, a própria investe nos estudos do aluno. 

Já o Senac-SP tem uma área para estabelecer parcerias educacionais com empresas, (área chamada Cooperação Institucional), que tem como objetivo potencializar a empregabilidade dos alunos. 

Para isso, eles trazem as empresas para o processo de formação do aluno, uma vez que a conexão com o mercado está sendo necessária. O Senac-SP e empresa dão a formação técnica e instrumental, mas também há a formação chamada “Para a vida e para o trabalho”, que desenvolve competências para essas áreas.

Enquanto isso, a Anima Educação – uma das maiores organizações educacionais privadas de ensino superior do Brasil – tem um componente curricular chamado “Vida e Carreira”. 

Nele, o aluno pensa sobre o curso que escolheu, quais as possibilidades de atuação no mercado, mas, principalmente, sobre os seus desejos, objetivos, sonhos e o processo de autoconhecimento – saber quem é e qual o seu papel na sociedade. 

Na Anima, em vez de disciplinas, existem unidades curriculares. E elas desenvolvem competências específicas, tanto técnicas quanto emocionais. Quando o aluno é aprovado em uma unidade, ele tem uma certificação.

Ecossistema de aprendizagem

E pensando que a aprendizagem é um ecossistema, é preciso criar contatos com as empresas. São elas que trazem problemas reais e o aluno pode ver como será a carreira na prática, como é o cenário real do trabalho. 

Ao juntar educação com empregabilidade, ao mesmo tempo que o aluno vê um profissional em ação e aprende com ele, o aluno está envolvido na construção de soluções para problemas reais. É a universidade influenciando as empresas e as empresas influenciando o currículo dos alunos. 

Qual o papel do RH nesse cenário?

Quando olhamos para a pauta da educação e empresas ajudando na formação de futuros profissionais, é algo que pode ser encarado como desafio. Escola se conectando com empresas é algo muito diferente, especialmente quando há uma integração no processo de formação do aluno, trazendo a empresa para dentro, e cada parte entendendo e respeitando o seu tempo. 

As parcerias que o Senac-SP tem com empresas e indústrias, mostram que isso é possível. Partindo do ponto de que as empresas têm dificuldades na contratação de pessoas qualificadas, ela ser a responsável pelo desenvolvimento das habilidades do aluno pode ser de grande ganho no momento do recrutamento e seleção

Além disso, ainda há a integração do professor com o aluno e a empresa, fazendo com que ele seja um catalisador desse processo de transformação da educação.  

O papel do RH, e o maior desafio também, é entender as partes envolvidas. Às vezes é preciso convencer diretores e conselheiros das empresas de que é preciso estar mais próximo das instituições de ensino. Uma saída é fazer projetos pilotos, ver e testar, mostrar os resultados, para só depois dar escala ao projeto de integração empresa/escola. 

O papel da empresa 

É importante dar voz aos alunos, uma vez que eles sempre trazem grandes inspirações. A sociedade sempre os deixou às margens, mas talvez esse seja o momento de se “preparar para entregar algo”. Nesse novo cenário, todos estão juntos, mas cada qual com a sua responsabilidade. 

Ao contrário do que vemos em muitos países da Europa, as empresas brasileiras ainda não têm o pensamento da responsabilidade pela educação. A empresa pensa que vai haver um custo para ela, mas não consegue ver o ganho a longo prazo. 

Ao investir na educação, ela melhora o employer branding e ainda consegue diminuir o turnover, uma vez que traz para o mercado pessoas mais qualificadas para o trabalho. 

A educação é uma responsabilidade de todos: da escola, do governo, das empresas. 

Educação e empresa

O ensino universitário é importante para a carreira de uma pessoa, uma vez que se tem uma ciência acumulada, bem como o conhecimento ao longo da história, a busca por algo que já foi produzido e, a partir disso, produzir novas soluções. Esse é o papel da universidade – algo extremamente importante.

E o que tem nas empresas? A vida real, os problemas reais! Então, em vez do professor pensar em um problema simulado, é muito mais interessante quando ele tem acesso à dor de uma empresa. 

Quando há essa integração, os alunos conseguem pensar em soluções fora da caixa, algo que os colaboradores da empresa, por conta do negócio em si, talvez não possam; mas soluções trazidas pelos alunos são de alta qualidade e podem ser implementadas. 

Em parcerias como a da Anima Educação com algumas empresas, quando esta  encontra o seu talento, ela passa a responder por parte do estudo desse aluno. Vale lembrar que o aluno de um ensino superior, muitas vezes, estuda com dificuldade para pagar a mensalidade. Ele está inserido no mercado de trabalho logo no início, seja com uma vaga de estágio ou em uma empresa empreendedora que faz parcerias com escolas, ele consegue se motivar para continuar os estudos.

O Senac-SP tem três modelos de bolsas:

  • Bolsa empresa: financiada pela empresa a partir de uma demanda que ela apresenta;
  • Bolsas de pesquisa e Bolsas de extensão: são financiadas pelo próprio Senac. A empresa identifica linhas de pesquisa de professores, ou pode criar com eles novas linhas, e a instituição banca essas bolsas para o aluno. 

As parcerias entre empresas e instituições de ensino estão ganhando cada vez mais espaço, e trazendo benefícios para todos.