Síndrome do impostor: como identificar, o que é e o que fazer?

Autocríticas desnecessárias e um forte sentimento de não merecer todas as conquistas e feitos realizados. Conhece alguém que se enquadre nessas questões? Se a sua resposta for sim. Então saiba que podemos estar falando da Síndrome do Impostor. Uma condição, que segundo estudos, afeta cerca de 70% das pessoas.

O que você irá ver neste artigo:

 

O que é a síndrome do impostor?

A Síndrome do Impostor é uma condição ligada à desordem psicológica que leva à autossabotagem. Mesmo não sendo considerado um transtorno psicológico pela Organização Mundial da Saúde (OMS), essa condição afeta muito mais pessoas do que você imagina. 

Basicamente, o indivíduo não se sente bom o suficiente. Isso, em ambiente de trabalho, pode ser muito prejudicial na carreira. Mas, no âmbito social também poderá ocorrer. Aliás, a Síndrome do Impostor pode afetar a qualquer um, como é algo alimentado pela própria pessoa, dificilmente ela notará.

De onde vem a síndrome do impostor?

A origem geralmente está ligada à criação, pessoas mais tímidas tem uma maior tendência a se desenvolver. Mas a classe social e acontecimentos que marcaram a vida, também surgem como gatilhos. 

Já o termo: ‘Síndrome do Impostor’ foi mencionado pela primeira vez pelas psicólogas Pauline Clancy e Suzanne Imes. O “impostor” nada mais é que a própria pessoa, que se auto sabota em diversos cenários, não acreditando em seu próprio potencial, mesmo com diversas capacidades, recomendações e elogios de terceiros. 

Uma origem importante de se citar também, é a comparação. Sim, se comparar com o colega do lado, criando uma visão de superioridade e travando obstáculos em seu caminho, como: “Jamais terei o conhecimento dele ou dela” é um dos motivos que pode desenvolver essa situação.

Como a Síndrome do Impostor pode afetar o dia a dia?

No âmbito profissional, pode afetar a sua carreira. Pois, como verdadeiro impostor, o portador não acredita no seu real potencial, trata-se com total inferioridade. E sabemos, que isso, no mundo corporativo não dará benefícios. 

Então, todo reconhecimento positivo do seu trabalho, não é aceito. A pessoa acumula negativismo e pouco consegue se desenvolver ao longo do tempo. 

Imaginemos o cenário onde o gestor discursa sobre alguma questão na empresa que precisa ser resolvida. Como teste, ele aponta os problemas e inflama aos seus ouvintes as necessidades envolvidas.

Ele quer um voluntário. Há diversos candidatos ali escutando. Imagine que um deles tenha total capacidade de resolver essa questão e ganhar destaque. Mas imagine também que ele possua a Síndrome do Impostor. Qual será o provável pensamento dele?

“Eu não vou conseguir, tem pessoas melhores do que eu para fazer isso”.

Ele não levanta a mão, não se torna participativo. Se esconderá para evitar a crise de achar que não será bom o suficiente. Esse tipo de atitude passará a ser viciante, e o espaço que ele poderia conquistar vai se esvaindo.


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Principais sinais da síndrome do impostor

Existem diversos sinais de que você precisa ficar atento, tanto em você, quanto no seu colega de trabalho, amigo ou parceiro.

Não pertencimento

Aqui, tudo está ligado ao “não”. Não pertencimento. Não merecimento. Não adaptação. Imagine que você ganhou uma promoção, um cargo maior, maior salário e benefícios. Mas no fundo, você sente que é uma fraude, que está enganando a empresa ou as pessoas que apostaram e que confiam em você. 

Esse ponto também é importante mencionar que o preconceito com a classe social está muito ligado. Onde a pessoa desenvolve a opinião de: “não pertenço a esse lugar. O que estou fazendo aqui?”. Isso ocorre muito quando alguém de origem muito humilde acaba trabalhando em um local com estruturas de outra realidade da qual ele ou ela está acostumado.

Procrastinação 

Uma característica importante de quem possui a Síndrome do Impostor é ser extremamente perfeccionista. Isso pode gerar a procrastinação. Mas como? Bom, a pessoa se sente tão inferior em fazer determinada tarefa, que somada ao perfeccionismo, gera a atitude de ter receio de fazer algo malfeito e ser taxado por isso.

Autossabotagem 

Por uma âncora no seu crescimento profissional. A autossabotagem diminui tanto o seu trabalho, que fará não só a pessoa a perder a sua credibilidade, onde só levará a se afundar mais.

Autodepreciação 

Sabe aquela velha frase: “eu não sei fazer nada”, “eu não sou bom em nada” e “eu sou ruim em tudo”. Bom, isso é a autodepreciação. Fora, os constantes pensamentos sobre não conseguir e se achar uma fraude, onde poderá dificultar na percepção da condição.

Autocrítica excessiva

O perfeccionismo se encaixa por aqui. Pessoas com essa tendência, tem uma maior facilidade de desenvolver a Síndrome do Impostor. Isso ocorre, devido a elas desistirem mais facilmente, pois às vezes, nem tudo sai como deve ser. Gerando estresse e mais autodepreciação.

Comparações

Já citado em outro tópico, pessoas que costumam se comparar e se inferiorizar a partir dos feitos de outras pessoas, possuem fortes chances de estar com a Síndrome do Impostor. Isso é uma origem muito comum, ainda mais em locais com alto índice de colaboradores capacitados e um ambiente mais competitivo, onde um quer demonstrar mais as habilidades do que os outros.

Como identificar se você tem a síndrome do impostor?

Bom, você se autocrítica muito? Busca a perfeição em tudo e desiste achando que não é capaz ou merecer? Não aceita elogios, julgando não ter condições de receber tais palavras? Se compara aos colegas de trabalho, sempre se sentindo inferior a eles? Se esconde ou não busca novos voos com medo da altura que poderá voar? 

Se a resposta na maioria for sim, é bem capaz de você ter a Síndrome do Impostor.

Como superar a síndrome do impostor?

Através do autoconhecimento. Como visto em nosso artigo sobre esse assunto, o autoconhecimento potencializará a sua confiança, mantendo o seu o foco dos objetivos. Além, é claro, de transparecer melhor os seus defeitos, com o intuito de trabalhá-los para buscar o melhor.

Com isso, o foco será potencializar no que você é bom, sim, há algo que você bom! E, performar melhor o que está abaixo, tornando um profissional no caminho certo. Mas lembre-se, faça tudo isso no limite do que seu corpo e mente. 

Por fim, procure ajuda de psicólogo, que poderá entender melhor os seus sentimentos e apresentar melhorias mais específicas. Crie também uma boa rede de relacionamento, rodeando-se de pessoas que transmitem positividade a sua vida.

Dicas para superar

  1. Faça uma lista de feitos, realizações e sucessos, por mais simples que eles sejam. 
  2. Se rodeie com pessoas que possam agregar positividade em sua vida: família, amigos ou mentores. Busque feedbacks dessas pessoas sobre suas ações. 
  3. Permita-se a não saber de tudo. Foque em algo, não tente abraçar e ser especialista em tudo.
  4. Reconheça o problema e busque ajuda de um profissional, fará bem desabar e expor os seus sentimentos. 
  5. Autoconhecimento: busque e organize os seus objetivos.

Como o RH pode ajudar a identificar esses profissionais dentro das empresas?

Através da empatia, usar os sinais para notar se o colaborador possui ou não a Síndrome do Impostor. Um exemplo é fazer um elogio inesperado e observar a reação. Notar, em seus discursos, como ele fala de si e do seu trabalho.

Constatando, o profissional deverá buscar maneiras de estudar a origem dessa situação dentro da empresa e buscar alternativas para melhorar o ambiente.