Síndrome de Burnout: como evitar o estresse no ambiente de trabalho

Dificilmente você vai conhecer alguém que trabalha em uma empresa e nunca tenha se estressado por conta do serviço. Tarefas acumuladas, broncas dos superiores, problemas fora do ambiente de trabalho e até mesmo a rotina cansativa podem provocar atitudes de desânimo e falta de energia durante o expediente.

Mesmo aparentando serem reações comuns de qualquer empregado, é possível que tais efeitos quando acentuados e recorrentes, tornam-se os principais sintomas da Síndrome de Burnout, no qual falaremos logo abaixo.

O que você irá conhecer

  1. O que é sídrome de burnout?
  2. Quais os principais sintomas?
  3. Como identificar os profissionais com estresse nas empresas?
  4. A gestão de pessoas e a Síndrome de Burnout
  5. 5 ações para evitar o aumento da Síndrome de Burnout nas empresas

 

O que é Síndrome de Burnout?

A síndrome do desgaste profissional, conhecida como Síndrome de Burnout, é um distúrbio psíquico de estresse elevado, indicado pela perda de energia emocional e física provocada devido às situações relacionadas à rotina de trabalho. Normalmente, o transtorno é gerado por conta de situações desconfortáveis no emprego, como discussões com outros funcionários, trabalho sobrecarregado, cobranças dos superiores e noites mal dormidas, ou pela ocorrência de variados sintomas simultaneamente.

Geralmente, os primeiros sintomas podem ser leves, como uma bronca devido à atrasos ou algum simples erro. No entanto, a recorrência e aumento do número de reações incômodos tende a ser um gatilho para o início da síndrome, através de desânimo e uma sensação desagradável de exaustão constante.

A doença tem se tornado cada vez mais comum nos meios organizacionais e, por isso, deve ser diagnosticada e tratada por psicólogos ou psiquiatras a fim de evitar possíveis danos e piora do quadro clínico.

Quais os principais sintomas?

Agindo em “estágios”, a Síndrome de Burnout tem seus sintomas iniciais mais leves e com o passar do tempo, vai se tornando um incômodo, um pesar para quem a carrega, ainda maior durante sua jornada de trabalho. Além de promover desconfortos mentais e energia negativa, o transtorno também é capaz de atingir aspectos físicos. Geralmente, ela surge através da ocorrência de:

  • Cansaço físico e falta de vontade: um dos sintomas iniciais é a demonstração de falta de vontade e desapego ao trabalho que realizava normalmente.
  • Dificuldade para se concentrar: com o cansaço recorrente, é normal que o paciente demonstre sinais de perda de concentração e consequentemente, afetando sua saúde e seu trabalho.
  • Negatividade e desânimo: após um curto período de sintomas, o paciente tende a achar que tudo está e irá dar errado em sua vida, apresentando um sintoma agudo de negatividade.
  • Dor de cabeça, fadiga e dor muscular: ao afetar a cabeça do paciente, o corpo também irá sofrer com as consequências, demonstrando cansaço e dores no corpo por falta de energia.
  • Ansiedade e dificuldade para respirar: relacionados, ambos os sintomas surgem após a “explosão” da doença, apresentando sinais de irritação e com isso, dificuldade para respirar normalmente.
  • Falta de motivação, raciocínio e competência: após a recorrência de tais efeitos incômodos, a doença já vai estar comprometendo as atividades diárias da rotina do trabalhador. Por isso, ele tende a despertar sinais de angústia e forte descontentamento com seu próprio desempenho, já prejudicado, durante a jornada de trabalho.
  • Perda de prazer, depressão e falta de sono: essas são algumas das reações que são ainda mais acentuadas fora do horário de expediente, comprometendo negativamente a vida fora do trabalho e promovendo o surgimento de mais desconfortos desassociados ao emprego em si.
  • Mudanças de comportamento: este é um dos sintomas que mais afetam os pacientes da síndrome de Burnout. Quem sofre com o problema, tende a demonstrar emoções não antes vistas, além de exibir comportamentos agressivos, principalmente, durante a jornada de trabalho.

São distintos sintomas apresentados com cada paciente diferente, podendo variar entre pequenas dores de cabeças até desmaios, mas sabe-se que a ininterrupção dos motivos que provocam tais efeitos adversos tendem a promover falhas no sistema imunológico do paciente, facilitando o aparecimento de outras doenças que não estão diretamente relacionadas à Síndrome de Burnout.

Por isso, quanto mais cedo realizado seu diagnóstico e combatida devidamente, menos danos o esgotamento profissional propende a provocar.

Como identificar os profissionais com estresse nas empresas?

Geralmente, os profissionais afetados pelo estresse e pelo transtorno apresentam uma mudança de humor, demonstrando tristeza, raiva e infelicidade constante sem nenhum motivo aparente. O uso de produtos estimulantes, como café, energético e refrigerante utilizados em excesso também podem facilitar a percepção de um profissional fisicamente e mentalmente afetado pela Síndrome de Burnout.

O papel dos colegas de um paciente que sofre com o esgotamento profissional é de notar as diferenças de comportamento do profissional para que o mesmo não seja ainda mais afetado e prejudicado ao longo do tempo. Já os líderes dos setores, devem sempre tratar com respeito todos os funcionários para que o clima no ambiente de trabalho se torne agradável para todos. Em meio a isso, sabemos que há exceções, e por isso, o líder do setor tem a obrigação de detectar a forma com que lida com seus profissionais e no meio disso, em prol do meio organizacional, verificar a queda súbita de desempenho decorrida do problema psíquico.

A gestão de pessoas e a Síndrome de Burnout

Para a gestão de pessoas ser realizada com o sucesso esperado, é necessário um desenvolvimento em conjunto de todos os colaboradores da empresa e de um setor específico. As práticas usadas por este ideal têm o objetivo de motivar os funcionários para que atinjam objetivos e produzam mais. 

No entanto, quando o comportamento de um profissional tende a ser anormal comparado aos outros funcionários, tanto pelas suas emoções quanto sua produtividade, os profissionais de RH e de gestão de pessoas devem se unir para conciliar uma maneira de ajudá-lo conforme os planos de gestão da companhia.

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Neste momento, a empresa tem de se manter disposta a auxiliar no cuidado do funcionário, disponibilizando as melhores e mais acessíveis formas de ajudar em seu tratamento, apoiando-o e dando o suporte necessário neste momento difícil. Após isso, deve ser discutido entre os profissionais da área e os líderes e gestores dos setores, formas de evitar novos casos, ou seja, corrigir as causas do estresse no clima do ambiente de trabalho.

Tratamento

Como dito anteriormente, o transtorno pode afetar qualquer funcionário, por qualquer motivo e por isso, devem ser realizados tratamentos específicos para cada caso. Ainda assim, sabe-se que os pacientes da síndrome de Burnout devem realizar consultas com profissionais médicos, tais como psicólogos e psiquiatras, especializados neste tipo de situação.

Após algumas sessões de terapia, normalmente são realizadas prescrições médicas para os pacientes, contendo antidepressivos e medicamentos de psicoterapia para auxiliá-lo no controle dos sintomas, devido às suas funções responsáveis por cuidar das funções do organismo afetadas pelo estresse. Com um tempo determinado pelo doutor, serão indicadas atividades físicas em seu dia a dia, fazendo com que o paciente possa focar em outras ocupações, evitando pensar em seu trabalho durante o dia todo.

Caso se desenvolva e não seja devidamente tratada com o tempo, a síndrome de Burnout pode promover diversos tipos de complicações e se tornar o princípio de outras doenças como depressão, diabetes e pressão alta.

5 ações para evitar o aumento da Síndrome de Burnout nas empresas

Com o surgimento dos primeiros sintomas semelhantes aos detectados em diagnósticos do transtorno, é recomendado que o paciente durma bem e realize pausas para descanso durante o dia. Além do descanso, as pausas podem ser aproveitadas durante a prática de hobbies e atividades que o façam se distrair do trabalho por alguns instantes. Geralmente, a realização de tais ações são capazes de evitar o desenvolvimento do esgotamento profissional, sendo elas:

  1. Desabafo:

    Apenas o ato de conversar e contar para alguma pessoa de confiança pelo que esteja passando, é uma forte ação contra a síndrome, facilitando a sua resolução e assim, gerando um alívio ao paciente ao ser apoiado durante a situação que passa.

  2. Passeios:

    Aproveitar os momentos livres para passear com amigos e familiares é uma forma bastante utilizada para gerar felicidade e de uma forma, auxiliar a reduzir o estresse gerado no trabalho.

  3. Fugir da negatividade:

    Além da tristeza e estresse gerado no trabalho, a companhia de outras pessoas infelizes e descontes também pode prejudicar à melhora dos pacientes. Por isso, o ideal é que mantenha distância, pelo menor por um período, destas pessoas a fim de evitar pensar ainda mais em negatividade.

  4. Atinja pequenos objetivos:

    Com o surgimento da doença, é normal que os pacientes se sintam inseguros e incapazes de realizarem determinadas tarefas. Para isso, são recomendados pequenos objetivos a alcançar, conseguindo cada vez mais êxitos em uma vida que aparenta ser complicada.

  5. Busque ajuda profissional:

    No início dos sintomas, torna-se mais difícil de se identificar alguns sintomas. No entanto, caso perceba as mudanças constantes nas atitudes durante a jornada de trabalho e o surgimento de outros sintomas, o ideal é que procure ajuda de um psicólogo ou psiquiatra para que seja realizadas avaliações desenvolvidas para diagnosticar este tipo de problema.

Durante e após o diagnóstico da síndrome de Burnout, o ato de propiciar gestos de benevolência, oferecer atenção ou conversas apenas para passar o tempo podem parecer ações simples, mas fazem uma grande diferença para este tipo de enfermo.